ORIENTAÇÕES PARA A AGENDA DE PLANEJAMENTO

15/03/2013 21:42

 

Caro(a) monitor(a), nossa agenda contará com o seguinte planejamento para 30 encontros. E está voltado para a metodologia atual do Diretório da Catequese Renovada e se norteia no VER – ILUMINAR – AGIR – CELEBRAR – REVER.

 

O que é o Diretório da Catequese Renovada?

 

No documento 26 Catequese Renovada, foi lançado pela CNBB na 21ª Assembléia Geral em Itaicí -SP em 15 de abril de 1983, na qual já fazem 24 anos de sua criação e modificações na nossa maneira de evangelizar nossos catequisandos.

As orientações catequéticas contidas nele foram inspiradas nos documentos da Igreja como.: Vaticano II, Medellín, Puebla, Evangelli Nuntiandi e Catechesi Tradendae.

Na qual foram uma resposta aos apelos do Papa João Paulo II, na sua visita ao Brasil em 1980, quando dizia.: "A catequese é uma urgência. Só posso admirar os pastores zelosos que em suas Igrejas procuram responder concretamente a essa urgência, fazendo da catequese uma prioridade." (Encontro com os Bispos em Fortaleza - 10/07/1980).

Percebendo as necessidades pastorais, obedecendo a voz do Papa e depois de ter pedido a colaboração e as sugestões dos agentes de Catequese de todos os níveis, nasceu o Catequese Renovada, doc. 26.

§ 115. Naquela época já existia a preocupação com os métodos e maneiras que iriam ser preparados os encontros, então surgiu um método de grande importância que estava também no Documento de Puebla, o VER - JULGAR - AGIR, que leva a uma interação entre a experiência de vida, ou a visão da situação histórica, de um lado, e a reflexão baseada sobre a doutrina da fé, do outro, a fim de gerar uma praxe cristã. Um correto entendimento do método, ou seu aprofundamento do VER e que categorias humanas entram no momento da reflexão e da avaliação à luz da fé (o JULGAR).pág 43 CR.

Mas com o passar do tempo a palavra JULGAR já não estava sendo tratada como o proposto do CR, os novos catequistas que ingressavam não conseguiam compreender o seria esse JULGAR, pois pensava-se que era preciso "julgar" como a própria palavra diz.

O Diretório Nacional de Catequese - DNC - foi solicitado pela Sé Apostólica à Conferência Episcopal pelo Diretório Geral para a Catequese - DGC , 1997. Ele surge num momento importante em nossa Igreja. Primeiramente, com confirmação dos acertos na caminhada renovação da catequese, dede o Concílio Vaticano II em 1965, mas, especialmente, desde o Documento Catequese Renovada.

§ 157 O método ver, julgar, agir, por experiência e tradição pastoral latino-americana, tem trazido segurança e eficácia na educação da fé, respondendo às necessidades e aos desafios vividos pelo nosso povo. Entre nós o termo julgar está sendo substituído por ILUMINAR. Nesse processo do ver-iluminar-agir acrescentaram-se o celebrar e o rever. Não são passos estanques nem seqüência de operações, mas trata-se de um processo dinâmica na educação da fé. Trecho retirado do DNC, pag. 106

 

Qual a importância de planejar os encontros?

 

O planejamento deverá ser feito em equipe entre os monitores que compõem a turma, com o intuito de harmonizar o encontro entre os monitores. Além da função de planejar, o momento entre os monitores da mesma turma permite que exista uma harmonia, um “afinamento” entre esses monitores. Passam a conhecer melhor um ao outro e ajudar nas dificuldades. Esse é o principal momento da atuação em grupo, não se trata de uma mistura, mas de aglutinar idéias, comportamentos e pessoas de maneira mais profunda e sistemática. O sucesso da turma depende principalmente deste momento, é o ponto chave de tudo.

 

Compreenda melhor e veja como preencher a agenda:

 

Objetivos – especifique os objetivos que deseja alcançar com o conteúdo daquele encontro.

 

Acolhida e Motivação – É importante que todo catequizando encontre sempre um ambiente acolhedor, fraterno amigo. Seja reconhecido na sua individualidade, chamando-o pelo nome. Todo participante que se sente aceito e amado, participará com mais alegria e motivação.

Anote como será feita a acolhida(como irá receber) e o que deverá fazer para motivar os crismandos naquele encontro.

 

VER (Contextualizar) – Olhar a vida, ou VER a realidade, suscita a capacidade para a sensibilidade, consciência crítica, perceber com o coração e a inteligência aquilo que se passa ao redor.

Não é só olhar a realidade superficialmente, mas possibilitar o aprofundamento de fatos, causas, conseqüências do sistema social, econômico-político e cultural dos problemas.

O olhar a vida é o momento de ver o chão onde vivemos e de preparar o terreno da realidade para depois jogar a semente da Palavra de Deus.

A parte do ver pode ser concretizada através de desenhos, visitas, entrevistas, histórias e fatos contados, notícias, figuras, fitas de vídeo, dramatização, etc.

Aqui descreva como vai contextualizar seu encontro partindo dos conhecimentos e fatos da vida e da realidade, ou seja, você irá exemplificar.

Por exemplo: Tema: 10 Mandamentos da Lei de Deus. No mandamento “não matar”, pode exemplificar:  Aborto não estaria contrariando este mandamento? Usando recortes de notícias sobre o tema, vídeos, slides, etc.

 

ILUMINAR (Usar a Bíblia) – A partir da vida apresentamos a Palavra de Deus. Podemos compará-lo com a luz existente dentro de casa. Ela ilumina todo o ambiente isto é, nos mostra qual a vontade de Deus em relação à vida das pessoas, seus sonhos, necessidades, valores, esperanças...

Fazemos um confronto com as exigências da fé anunciadas por Jesus Cristo, diante da realidade refletida.

Dentro do ILUMINAR também colocamos o Aprofundamento da Palavra. Nesta parte aumentamos a luminosidade da casa para poder enxergar melhor.

É a hora que refletimos com o grupo para fazer uma ligação mais aprofundada da Palavra com a vida do dia-a-dia e perceber os apelos que Deus nos faz. Pode-se perguntar: O que a Palavra de Deus diz para a nossa vida? Sobre o que nos chama atenção? O que precisamos mudar? Que apelos a Palavra faz para mim e para nós?

O aprofundamento pode ser feito ainda com encenações, dinâmicas, cantos, símbolos...

Neste momento se coloca a escuta da palavra de Deus. Analisar a luz da fé, a mensagem de Cristo. Conhecer o texto bíblico. Este espaço é reservado para registrar as passagens bíblicas usadas nos encontros e algumas observações que desejem colocar.

 

AGIR (Prática, ação) – Todo encontro precisa conscientizar que ser cristão não é ficar de braços cruzados, e nem ficar passivo diante da realidade.

Trata-se de encontrar passos concretos de mudança das situações onde a dignidade é ferida, a partir de critérios cristãos.

O agir é transformador e comprometedor. Está ligado à vida e à Palavra de Deus que questionam e exigem a mudança nas pessoas, famílias, comunidade.

Cada catequista necessita provocar o seu grupo para ações práticas. É preciso respeitar cada faixa etária, mas não será impossível fazer algo concreto. Os compromissos podem ser discutidos e assumidos de forma individual ou grupal.

É o momento das atividades práticas de fé, individual ou comunitária. É momento de refletir sobre qual seria a atitude de Jesus frente ao tema abordado, e descobrir qual a ação correta para a transformação pessoal. Pode-se registrar as ações periódicas da turma.

 

CELEBRAR (Rezar) – É um momento muito forte. É como se estivéssemos ao redor de uma mesa com um convidado especial.

O celebrar é como saborear em conjunto na alegria, ou no perdão, algo que nos alimenta porque nos dirigimos, nos aproximamos do convidado especial, que é Deus.

A celebração não deve ficar apenas na oração decorada. Os crismandos aprenderão a conversar naturalmente com Deus como um amigo íntimo. É importante diversificar a oração usando símbolos, cantos, gestos, salmos, silêncio, frases bíblicas repetidas, relacionando sempre ao tema estudado e com a vida.

A partir das celebrações dos encontros é possível motivar os crismandos na participação das celebrações, cultos, novenas, grupos de reflexão.

É dar graças a Deus, é rezar, levar o crismando a fazer uma experiência de graça divina, do encontro com Deus, do diálogo do filho com o Pai. Registre aqui o momento de oração usado, e sua relativa reflexão.

 

REVER (Revisar) – Não se trata aqui da aplicação de exercícios para decorar conceitos. O recordar nos leva a ruminar o que foi refletido, aprofundado, trazendo à memória algo essencial para ser fixado. A memorização é necessária sobretudo para conteúdos básicos de nossa fé. Se for aplicada alguma atividade, que esta seja para desenvolver o espírito comunitário de fraternidade, partilha, amizade e ajuda mútua. Por exemplo, evitar em exercícios fazer perguntas conceituais, como “O que é ...?”.

Aqui podem ser registrados os questionamentos sobre o tema. Estes questionamentos devem levar o crismando a reflexão e aprofundamento do tema.  Devem servindo como atividade de reflexão para casa. Ex.: organizar questões que o faça refletir sobre o tema. É extremamente necessário criar o hábito de fazer questões depois da abordagem do encontro.

 

Você pode ainda pedir para AVALIAR o encontro. A avaliação ajuda a alegrar-se com as descobertas feitas, pelo que aconteceu de bom. É ela também que faz verificar as falhas, corrigir o que não foi bom.

Não podemos ficar somente no que o catequizando “aprendeu”, isto é, se sabe os mandamentos, sacramentos, mas é preciso avaliar as relações interpessoais, a responsabilidade, o comprometimento, o assumir os valores evangélicos como: diálogo, partilha, capacidade de perdoar, atitudes de fraternidade. A avaliação é um passo precioso de crescimento. Ela faz parte de qualquer encontro.

São muitas as formas de avaliar. Podem-se utilizar dinâmicas, debates, partilha em grupo, individual, ou ainda, os próprios participantes escolhem alguém que no final do encontro poderá dar a sua opinião. A grande fonte de avaliação é a observação atenta do que ocorre durante o processo catequético. Portanto, a avaliação não é só olhada dentro de quatro paredes, mas envolve a vida toda. Parece simples preparar um encontro mas, como vemos, exige do(a) catequista dedicação, carinho e aprofundamento para tornar cada encontro, um espaço de crescimento mútuo.

Ao olharmos Jesus com seus apóstolos, veremos que seu método também tinha estes passos. É só verificar algumas passagens, como a dos discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35) ou ainda o encontro com a Samaritana (Jo 4, 1-30) ou Zaqueu (Lc 19, 1-10). Qualquer ambiente era propício para acolher-ensinar-aprender-conviver. Para Ele a importância estava nas pessoas.

 

Adaptado de Ir. Marlene Bertoldi no site: http://www.pime.org.br/catequese/cateqmjdinenc.htm

 

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